Porteiros de escolas estaduais em greve no Pajeú por atraso de salário

Os porteiros das escolas estaduais na região do Pajeú estão em greve por conta dos atrasos de salários. Eles reclamam que estão dois meses sem receber. O sindicato da categoria afirma que a adesão no Pajeú é de 90% à greve.

Os funcionários atuam no Pajeú, área da Gerência Regional de Educação (GRE), de Afogados da Ingazeira, e são contratados como porteiros pela Top Service Serviços, empresa terceirizada que presta serviço a Secretaria de Educação do estado.

Durante entrevista nesta quarta feira (09), ao programa Sertão Notícias, na Cultura FM, João Soares, presidente do Siemaco-Pe, sindicato que representa a categoria, denunciou a falta de pagamento.

“Há dois meses os trabalhadores não vêem a ‘cor do dinheiro’, e a empresa quando procurada, limita-se a dizer que não tem previsão, é sempre assim”. Garantiu o presidente.

De acordo com o sindicato no dia 23 de abril, houve uma reunião por intermédio do Ministério do Trabalho, em Recife, entre sindicato e a top service. A empresa alegou durante o encontro que o atraso deve-se a falta de repasses do governo do estado. Ontem aconteceu um novo encontro entre o sindicato e a empresa terceirizada, segundo nos informou o presidente do sindicato.

 “Ontem voltamos a conversar no ministério do trabalho e a empresa deu um novo prazo para o pagamento dos funcionários, que seria hoje ou no máximo na próxima sexta feira (11)”. Afirmou o presidente do sindicato, emendando.

“O que nós estranhamos é que o estado resolveu contratar empresas que não tem condições, tirando as empresas boas e colocando quem não tem condição nenhuma, e nós sabemos que a legislação é clara, que o terceirizado é obrigado a apresentar capacidade para pagar até três meses de salários aos contratados”.

Vagner Rodrigues, que é porteiro na escola estadual Solidônio Leite, em Serra Talhada, fala das dificuldades que enfrenta por conta dos meses sem receber os salários.

 “São muitas cobranças para gente, a maioria mora de aluguel, tem água, luz, feira. Estamos passando necessidade. É duro pra gente trabalhar certo e não receber, ver o filho e a esposa sofrendo com a gente”. Desabafou o trabalhador.

Este é o segundo caso denunciado pelo Leia Mais PE, de salários atrasados por empresas terceirizadas, que prestam serviço ao estado. Esta semana denunciamos o atraso de salários dos funcionários contratados para o atendimento na agência da COMPESA, relembre.